sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Tenso

Exclusivo! De acordo com segura fonte (em itálico e negrito) do blog, o piripaque do presidente foi causado por um gaiato. Segundo testemunhas, o zombeteiro afirmou que o Serra tinha quase o dobro dos votos da Dilma em Pernambuco.

Resultado: quase mata o hômi.
S.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aspas

"Jarbas não deveria ser senador, e sim mestre de obras. Nunca vi alguém gostar tanto de construtora."
(Silvio Costa)

Simpático ou não ao Silvio como político, eu ri da cutucada.
S.

Viés viciado


A manchete também poderia ser "Licença-maternidade de 6 meses beneficiará milhões", ou até "Mães terão mais tempo para se dedicar a seus bebês". É uma questão de escolha. Mas quando o cérebro do editor já está cozinhado, não há o que fazer a não ser lamentar. E eu achando que essa coisa de arrotar que políticas públicas são pura e simplesmente um custo estava fora de moda. O que deve ser feito com o dinheiro público, então? Dar para a turma do Sarney?

*Matéria do Uol/Folha
S.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Galho

Era como aquele galho de árvore.
Que as águas empurravam.
Que a voz do vento circundava.
Para quem todos os credos cantavam.
Solenemente.
E ele apenas envelhecia.
S.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A luta haitiana

A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de querer um país menos injusto.

Continuação do artigo "Os pecados do Haiti", de Eduardo Galeano, aqui.
S.

Coçando a cabeça (parte 2)

Até quando as pessoas serão tratadas como (1) gado e (2) otários pelas empresas de ônibus?

1. Quando estão dentro dos veículos.
2. Quando estão nas paradas, onde muitas vezes esperam por quase uma hora.

Convém lembrar que muitos dos empresários são grandes financiadores de campanhas políticas, e que outros muitos possuem cargos políticos.

(Sim, hoje me senti gado e otário.)
S.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Coçando a cabeça

Existe um decreto que define a emissora dos Marinho como a única opção de sintonização nos televisores das salas de espera?
S.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ventos de justiça

Como nem tudo é tempestade, uma prova de que nem todos os políticos são farinha do mesmo saco e de que nem toda mobilização cívica está morta: Luiza Erundina conseguiu arrecadar os R$ 350 mil necessários para o pagamento de um processo do qual foi alvo, apenas com doações particulares e arrecadações em eventos de apoio. A deputada paulista havia sido condenada por ter usado dinheiro público para publicar em jornais um manifesto de apoio à greve geral dos trabalhadores de 1989, quando era então prefeita da capital paulista. A sentença entendeu que a matéria publicada não atendia ao interesse público e a condenou a pagar o elevado valor.

Mais sobre o caso e a carta pessoal de agradecimento de Erundina aqui.

Enquanto isso... malufs, arrudas, sarneys, barbalhos, dantas e virgílios continuam a flanar pelo país de forma cínica e desavergonhada...
S.

Cenas de um estado falido

São Paulo e as faces de um sombrio momento político, e de uma gestão medíocre. Abaixo, a forma com que a polícia lida com manifestantes desarmados (pelo menos até prova em contrário). O comportamento da corporação, que deveria ser a mais bem preparada e equipada do Brasil, é de uma truculência chocante, até mesmo para um país que já passou por um regime ditatorial. O protesto se dava contra o aumento das tarifas de ônibus.





Em outro ponto da cidade, o calvário de moradores do bairro Jardim Romano, que está alagado há nada mais nada menos do que UM MÊS. Estado e capital são administrados (?) pelo mesmo grupo político.

Não são somente imagens impactantes, são cenas gritantes da falência institucional de um estado e de uma capital que foram tomados de assalto por pessoas que conseguiram transformar uma das maiores metrópoles do mundo em um quintal de conchavos e de fraudes políticas, utilizado para favorecer uma minoria de novos-burgueses e como trampolim eleitoral. Deve ter muito coronel nordestino com inveja.
S.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sob a lei do ilógico

O Brasil é realmente um país diferente. Me pergunto em que outro lugar os bambas milionários têm tanto desprezo por tudo aquilo que represente o próprio país como os daqui. Não consigo pensar em um outro lugar em que exista algo semelhante. É o imortal complexo de vira-latas.

Esses bailarinos de papel são profundamente embaraçosos. Vestiriam uma sacola de lixo, caso ela viesse com a etiqueta de uma grife internacional. Bebem vinho em taças de espumante, e se consideram enófilos. Conhecem mais as ruas de Miami do que a esquina onde se encontra a padaria mais próxima.

Reafirmo, é bisonho como a elite econômica brasileira consegue ser ignorante, cafona, e ao contrário de outras, tristemente antipatriótica. Não acha graça nenhuma em ser reconhecida como brasileira. E repudia os que tem a brasilidade estampada na cara. O caso do Boris Casoy (não deu para não voltar ao assunto), que deve achar que o seu sobrenome é um salvo-conduto para ser troglodita, ilustra bem isso. Deve ficar muito claro que aquilo não foi uma gafe. Foi a contundente franqueza de um espírito sujo. Ele é aquilo mesmo que escapou em rede nacional. Ele é a representação de muitos outros. É como se os integrantes dessa congregação bem-nascida tivessem que viver aqui por obrigação. Forçados a se misturar à gentinha. Como se o país fosse um gigantesco campo de concentração. No entanto, não veem problema em usufruir de uma das maiores desigualdades sociais do planeta.

Um outro caso bastante particular vem das recentes propagandas institucionais do governo paulista. Em um dos vídeos, uma senhora considera a rodovia tão bem-cuidada que ela imagina estar na... Itália! Trocando em miúdos, significa que se algo está bom e organizado, isso só pode ser coisa de fora do país! É um conceito tão estapafúrdio que o diploma de publicidade do criador da campanha deveria ser rasgado e jogado no lixo. Mas... esperar o quê de um grupo político que pretendia mudar o nome da Petrobras para Petrobrax, simplesmente porque o primeiro soava brasileiro demais?

Outros exemplos estão em toda parte. É só observar as capas das revistas, com as infalíveis mulheres germânicas e magricelas e homens com cara de Jesus Cristo. As caras do Brasil? É melhor procurar dentro dos ônibus lotados.

O pior de tudo é que essa elite econômica é o grupo que está infiltrado em todas as esferas de poder. Estão na mídia (criando hábitos e gerando comodismo na população), no Judiciário (garantindo impunidade para os amigos do rei), e em toda a estrutura da indústria e do empresariado (que domestica os trabalhadores, constantemente aterrorizados pelo risco de perder o emprego). É uma Hidra, com múltiplas cabeças.

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Sobre as propagandas paulistas, recomendo um texto do Azenha.

Para ver o vídeo citado, pesquise por "segurança nas estradas itatiba" no YouTube. Como a propaganda está hospedada na conta oficial do governo paulista, prefiro não arriscar com um link direto.
S.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Será?

Da série "Teoria da conspiração":



Brasília, de olho em mim.

Oi, Brasília. Hora de reservar o bilhete para a Lapônia?
S.

Mundo real: num jornal longe de você

Abaixo, a imagem de encontro entre um grupo de judeus e o presidente do Irã.

Uma montagem ou tudo o que a mídia diz sobre o cara é parte de um gigantesco processo de anti-informação?














Resposta: não é uma montagem.

O vídeo pode ser visto aqui. Ora, a quem interessa o acirramento de conflitos políticos, a criação de Eixos do Mal, os debates infantis e maniqueístas, senão a pessoas muito bem pagas para isso? É como se a imprensa tivesse sido catapultada do planeta Terra, e desde então vivesse de reportar um mundo que não existe, de informações desencontradas (quando não totalmente mentirosas), um mundo que não é real.

A fonte é o Blog do Nassif, onde há uma rica postagem sobre a diferença entre o judaísmo e o sionismo, comumente tomados como sinônimos.
S.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Boris, o terrível

Das séries "Isso é uma vergonha" e "Quando a alma podre escorre pela boca":



Eu poderia falar muita coisa sobre esse episódio e sobre o que ele simboliza. Eu poderia até fazer piadinhas infames sobre as caretas caricaturais desse "jornalista" quando ele resolve julgar os outros na bancada do jornal. Mas resolvi deixar o vídeo falar por si mesmo.
S.