Ainda falando em palhaçada, qual a diferença entre o Tiririca e o Edmar de Oliveira?
A fantasia?
S.
S.

Tiririca, uma disfunção
Texto de Sergio Lirio
As mulheres só puderam votar no Brasil a partir de 1932. Os negros, de 1934. Os analfabetos, após a Constituição de 1988, que consagrou um princípio básico de qualquer democracia: o direito de votar e ser votado. Lembro dessas datas por causa das reações à candidatura de Tiririca a deputado federal. Segundo pesquisas do Ibope citadas por José Roberto de Toledo em seu blog no Estadão.com, o “palhaço” pode se tornar o deputado federal mais votado por São Paulo em 3 de outubro. Showman acostumado aos holofotes, ele se sai melhor do que a maioria dos zumbis que aparecem no horário eleitoral gratuito. Talvez isso explique seu sucesso.
É possível discutir o “voto Tiririca” sobre vários aspectos. Há quem lembre, não sem razão: por conta do sistema proporcional, uma votação maciça no humorista representará eleger outros tantos de seu partido. Candidatos que a maioria dos eleitores ignora e que chegará à Câmara dos Deputados sem compromisso com nenhum grupo representativo da sociedade. Livres, sem bases sociais que o cobrem, ficam livres para transformar o mandato em um balção de negócios em proveito próprio. Em 2006, ao receber quase 500 mil votos, Clodovil elegeu outro representante do PTC e tirou do Congresso concorrentes mais qualificados de outros partidos.