S.
sábado, 26 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Um gigante se vai
Como bônus, dois textos. Um sobre o espírito da obra do gigante lusitano e outro sobre a covardia e a degeneração de uma representante da imprensa brasileira.
S.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Caneleiros F.C.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Fato
terça-feira, 1 de junho de 2010
O horror
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Abraços de Galeano
Com a licença do mestre:
Paradoxos
por Eduardo Galeano
Se a contradição for o pulmão da história, o paradoxo deverá ser, penso eu, o espelho que a história usa para debochar de nós.
Nem o próprio filho de Deus salvou-se do paradoxo. Ele escolheu, para nascer, um deserto subtropical onde jamais nevou, mas a neve se converteu num símbolo universal do Natal desde que a Europa decidiu europeizar Jesus. E para mais inri, o nascimento de Jesus é, hoje em dia, o negócio que mais dinheiro dá aos mercadores que Jesus tinha expulsado do templo.
Napoleão Bonaparte, o mais francês dos franceses, não era francês. Não era russo Josef Stálin, o mais russo dos russos; e o mais alemão dos alemães, Adolf Hitler, tinha nascido da Áustria. Margherita Sarfatti, a mulher mais amada pelo anti-semita Mussolini, era judia. José Carlos Mariátegui, o mais marxista dos marxistas latino-americanos, acreditava fervorosamente em Deus. O Che Guevara tinha sido declarado completamente incapaz para a vida militar pelo exército argentino.
Das mãos de um escultor chamado Aleijadinho, que era o mais feio dos brasileiros, nasceram as mais altas formosuras do Brasil. Os negros norte-americanos, os mais oprimidos, criaram o jazz, que é a mais livre das músicas. No fundo de um cárcere foi concebido o Dom Quixote, o mais andante dos cavaleiros. E cúmulo dos paradoxos, Dom Quixote nunca disse sua frase mais célebre. Nunca disse: Ladram, Sancho, sinal que cavalgamos.
"Acho que você está meio nervosa", diz o histérico. "Te odeio", diz a apaixonada. "Não haverá desvalorização", diz, na véspera da desvalorização, o ministro da Economia. "Os militares respeitam a Constituição", diz, na véspera do golpe de Estado, o ministro da Defesa.
Em sua guerra contra a revolução sandinista, o governo dos Estados Unidos coincidia, paradoxalmente, com o Partido Comunista da Nicarágua. E paradoxais foram, enfim, as barricadas sandinistas durante a ditadura de Somoza: as barricadas, que fechavam as ruas, abriam o caminho.
S.
sábado, 8 de maio de 2010
Ode a ninguém
terça-feira, 4 de maio de 2010
Libertinagem
S.
Tecnicismos
segunda-feira, 3 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Aspas
Total normalidade, é? Maravilha.
Depois dessa eu vou voltar pro meu disco voador.
S.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Tubo vazio
A TV é um meio sem princípios nem fim
Texto de Rodolfo Araújo
Uma das passagens mais interessantes (e menos exploradas) do SuperFreakonomics - O lado oculto do dia-a-dia aborda a correlação entre a televisão e a violência. Mas antes que a leitora desande a falar mal da programação da TV brasileira (que ela mesma assiste vidrada), esclareço que a nefasta influência pouco tem a ver com o que quer que esteja passando.
No início dos anos 1970, Stanley Milgram (o mesmo dos Seis Graus de Separação e do Experimento da Obediência) fez um dos mais criativos estudos para verificar se o teor dos programas de televisão poderia ter alguma influência no comportamento dos indivíduos.
Em seu elaborado experimento, patrocinado pela rede CBS, Milgram customizou um episódio de Medical Center – uma série de TV sobre a rotina de um grande hospital. Nele, um dos personagens vive um infortúnio atrás do outro: ele perde o emprego, sua mulher fica doente e seu barco afunda (literalmente).
Desesperado, ele arromba a caixa de donativos do hospital e rouba o dinheiro ali contido. O filme oferecia, então, dois possíveis finais: num deles o sujeito é preso pela polícia e, no outro, escapa incólume. Depois que os voluntários assistiam a uma das versões do programa, era-lhes prometido um pequeno rádio como brinde por participarem do experimento, sendo que eles precisavam retirar o mimo num escritório perto dali.
Íntegra do texto aqui.
S.

